Hoje parei pra refletir sobre a perfeição.
Ninguém é perfeito, e todo mundo é perfeito na sua própria maneira.
Mas e eu? Eu sou perfeita? Eu sou imperfeita? Acabei descobrindo que de todos os defeitos, eu tenho o pior deles.
Descobri que sou aquela pessoa chata que fica implicando com todo mundo, aquela que não consegue ver você fazendo nada que quer corrigir e fazer do jeito dela. Sou aquela que pega no seu pé, te faz mil perguntas quando você chega 5 minutos atrasado. Aquela que morre de ciúmes até dos seus melhores amigos, simplesmente porque tem inveja da sua vida e queria que os seus amigos fossem dela também.
Sou aquela que queria ter a vida igual à sua, a que critica os seus defeitos sem pensar nos dela. Aquela que reclama de você na cara sem medo de te magoar, e morre de raiva quando você vem pedir com educação que seja mais cautelosa com as palavras.
Sou aquela que tem a voz mais irritante do mundo, que conversa como criança quando quer alguma coisa, e quando tá contando algum caso, sobe o tom de voz ao máximo até todos implorarem pra calar a boca. Aquela que fala coisas erradas demais, nas horas mais erradas.
Sou do tipo carente, que gosta de chamar a atenção. A que tá sempre com um sorriso incansável no rosto, mesmo desmoronando por dentro. A que não deixa transparecer sua mágoa, mas que cospe tudo na cara da primeira pessoa que passa na frente.
Aquela que chora sozinha, e que deseja o tempo todo ter nascido outra pessoa. Aquela que sente vontade de não existir, pra não magoar mais ninguém com os espinhos que saem da boca. Aquela que se arrepende de tudo que faz, mas não se controla antes de fazer. Aquela que não pensa antes de falar algo que machuque, mas pensa mil vezes antes de pedir desculpas.
Aquela que percebe quando as pessoas não estão mais agüentando ouvir o que ela fala, mas continua falando incessantemente. A que sente falta de um ombro amigo, um abraço aconchegante, a carente que faz tudo pra ter um consolo, mas não deixa ninguém se aproximar, por medo de perder o que conquistou. E acaba perdendo.
Sou a exagerada. Que ama demais, odeia demais, chora demais, fala demais, anda demais, sofre demais, se isola demais, que é covarde demais, e depois se arrepende demais.
Sou aquela que num dia é a pessoa mais feliz do mundo, se entrega de cabeça, e se esquece de esconder. E quando se deixa conhecer demais, se arrasa e deseja não mais viver.
Enfim. Aquela que odeia seus próprios defeitos, mas não tem coragem pra mudar.
E ai? Alguém disposto a encarar?